Ouço... Um pardal ecoar o teu nome Do parapeito da minha janela.
Vejo... Olhar-me com um olhar langoroso Demonstrar em desperto chilreio, um céu abstracto repleto de estrelas.
Permanece... ardiloso enquanto dele me aproximo Numa serenidade de rio que revive, Debaixo das pedras e da terra seca Num sepulcro de limbos e ovas de peixes.
Completa... Os silêncios que me falam de ti Ressurges em vórtice terramoto, no meu caminho. E só a saudade que permanece em mim Te amplifica e eterniza no meu pensamento.